trazendo a empresa nas mãos

Category: empresa

existe um antigo ditado que diz que “o olho do dono é que engorda o gado”. por décadas ele foi citado para exemplificar a necessidade de que o dono de uma empresa estivesse presente no dia-a-dia, mas isso vem mudando aos poucos, à medida que as empresas crescem e se transformam. estar presente não é mais sinônimo de presença física, mas de conhecimento e do uso correto de ferramentas de acompanhamento. saber tomar conta fazendo com que as coisas aconteçam.

embora pareça, não é uma tarefa fácil. a medida que os negócios crescem, é preciso se organizar porque a empresa passa a depender mais de processos bem estruturados e de competências do que da fidelidade das pessoas, isto não quer dizer que estamos menosprezando a lealdade, mas sim estruturando o negócio para que ele possa se perpetuar. neste momento será preciso informações, disciplina, organização e comunicação através do fluxo dinâmico de: planejamento > análise > realização > registros. Não custa lembrar que empresas são como entidades vivas: não há dois DNAs iguais. por outro lado, há pontos comuns que nos permitem indicar alguns caminhos.

um ponto importante, quando se fala em ter a empresa nas mãos, é ter claro que, para isso, não é preciso estar no operacional e, na mesma medida, não é preciso centralizar o poder da operação. o importante é conhecer, para cada negócio, as variáveis importantes a serem observadas, quais indicadores são relevantes, monitorar, saber acompanha-los, montar uma equipe coesa que vai dirigi-lo com foco em objetivos pré-definidos e, além disso, encadear uma série de fatores que permitam que o controle seja exercido sem estar dentro da organização.

para isso, as regras devem ser claras, muito bem especificadas e divulgadas de maneira regular para todos, nos contratos, estatutos, organogramas, na delegação de
poderes, objetivos e planos de negócio. sem clareza, a definição do que fazer fica na mão de quem executa, e aí perde-se o controle. é a necessidade de maior formalismo, algo que é preciso ser praticado para crescer.

outro fator importante é ter uma visão e uma gestão estratégica do negócio, isto é “olhar de cima e para frente”. esta combinação é que vai permitir à companhia caminhar buscando resultados sustentáveis, conduzindo a organização para a busca do atingimento dos seus objetivos de forma consistente.

se internamente é preciso visão estratégica, o mesmo vale externamente. Para controlar o destino de seu negócio, o gestor – seja ele fundador, herdeiro ou executivo não familiar – deve estar sempre atento ao cenário externo, lembrando que vivemos em um mundo globalizado e extremamente dinâmico. esta atenção ao entorno é que vai evitar que as empresas deitem-se no sucesso do passado: este, assim como o do presente, não garante o futuro. é preciso, de forma contínua, melhorar, inovar, saber ousar para se manter à frente.

a tudo isso deve se somar a capacidade de avaliar o desempenho do negócio por meio dos resultados financeiros, tendo em mente que eles são uma consequência da gestão, não um mero acaso. bem avaliados e considerados, os resultados financeiros e os principais indicadores de desempenho, nos permitem enxergar desvios e questionar os gestores sobre eles e contribuir para a busca de alternativas de correção de rota.

outro fator essencial para a competitividade de uma empresa é o seu capital humano, sendo assim precisamos aprender a identificar, atrair, manter e desenvolver recursos humanos nos diversos níveis da organização, com profissionais qualificados e motivados, pois uma estrutura organizacional bem estruturada e com baixa rotatividade garantirá o bom desempenho dos negócios.

quem souber captar dos gestores sua visão de mercado, da organização, do desempenho da empresa e dos colaboradores, estará valorizando e investindo no capital humano de sua empresa. Mais que isso, só quem se relaciona bem com seus gestores é que consegue orienta-los para o caminho correto. por isso quem tem a empresa na mão, também sabe formar pessoas e corrigir desvios de rota em um ambiente corporativo que estimule, ao contrário da caça às bruxas, a colaboração e o comprometimento. saber corrigir erros faz parte do processo.

separar bem os papeis de sócios e de gestores, mantendo a identidade da família empresária, seus valores e seus diferenciais. é preciso transferir isso para todos os níveis dentro da organização. quem conseguir fazer isso, terá compromisso como resposta e, como consequência, a empresa nas mãos.