a estabilidade do capital familiar

Category: patrimônio

em tempos de crise – interna ou externa – é preciso ter cuidado para não se deixar levar e contaminar pelo nervosismo dos mercados de capitais. os preços das ações variam com os humores do mercado, a suposição de valor ou o potencial de geração de lucros das empresas.

em momento assim, o melhor a fazer é voltar a atenção para as lições contidas nas empresas familiares. é ali que se sente o pulso do mercado, medido por resultados concretos, geração de valor e envolvimento. nao é exagero afirmar que estas empresas são hoje pilares de estabilidade, e isso não ocorre por acaso. são companhias formadas pelo que chamamos de ‘capital paciente’.

a ideia é simples: tratam-se de estruturas que não demandam resultados imediatos e podem suportar situações adversas sem a obrigação de satisfazer apenas a necessidade de lucro, mas, sim, de criar valor. e é sempre bom lembrar que a diferença entre os dois conceitos é enorme.

nas empresas familiares – e isso é um alento para a economia – vale a visão de longo prazo, que as faz capazes de insistir em determinada projetos sem jogá-los fora ao primeiro sinal de insucesso. nelas também conta o comprometimento, não apenas com seu público interno, mas com o externo, com a comunidade em que está inserida. não são raros os casos de empresas familiares que cresceram junto e compartilharam dificuldades com as cidades onde começaram seus negócios, algumas vezes negociando com os colaboradores, buscando a satisfação das partes e o equilíbrio de longo prazo.

o pornto fundamental para esta visao, e que deveria servir de exemplo para o mercado como um todo, é a prespectiva de longo prazo que aqui – é sempre bom lembrar – é medida em gerações, não em trimestres. essa visão faz toda a diferença, não apenas para a empresa e sua continuidade, mas para a economia e para a estabilidade do pís.